O Poder Legislativo é a base da democracia. Tenho ouvido parlamentar dizer que o Bolsa Família é um programa eleitoral. O parlamentar na Tribuna do Legislativo deveria falar de projetos, orçamentos, recursos mal aplicados, leis e sistema que dificulte a corrupção.
Assim, estaria representando melhor a sociedade trabalhadora, empresarial e os necessitados. No Congresso Nacional passaram parlamentares que deram exemplo, tenho coletânea de CD’s de pronunciamentos, ao ouvir percebo a seriedade nas palavras.

No palanque, na entrevista, a responsabilidade do parlamentar é pessoal, na Tribuna do Legislativo tem também o peso da responsabilidade da Casa, o parlamentar não deve fazer discurso de palanque, falar sem fundamentar.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois da eleição de 1998 voltou às regiões mais pobres e disse, “Vou ser presidente dos pobres”. Em 2003, encontrou o país com trinta por cento da população passando fome. No município de Ipiaú, diante da crise da lavoura cacaueira, eram cinqüenta por cento.
Mesmo com toda a complexidade da administração pública, o presidente não se esqueceu do compromisso e foi ao encontro da classe empresarial para gerar desenvolvimento e mercado de trabalho, tornou-se caixeiro viajante pelo mundo para crescer as exportações e criou o programa Bolsa Família para que as pessoas necessitadas pudessem se alimentar três vezes ao dia.
Para falar do Bolsa Família é necessário conhecer o programa e o critério para cadastramento. É força de expressão ou politicagem dizer que a pessoa não quer trabalhar porque recebe Bolsa Família. É preciso saber o que é um pai, uma mãe olharem para os filhos com fome e não terem nada para alimentá-los. Numa viagem há trinta anos com meu tio Antonio, Itapetinga-BA, zona rural, o carro deu uma pane, era noite, saímos andando, encontramos uma casa de uma velhinha que nos recebeu para pernoitar, perguntou se estávamos com fome, respondemos, “sim, andamos muito”. Ofereceu-nos carne seca com farinha, nunca esqueci.









