
Deixei o governo no início de 2008, atendendo a lei para me candidatar a vereador. Sempre foi minha vontade conhecer o Legislativo. Assumiu o governo a vice-prefeita Sandra Lemos, que no início de meu primeiro mandato em 2001 foi Secretária de Governo.
O município devia ao governo do Estado, ao governo Federal, a fornecedores, duas folhas de pagamento e não recolhia a previdência social. O débito do município era o equivalente a dois anos de seu orçamento. Pedimos uma proposta a Ernest & Young, empresa respeitada no mundo, para auditar a administração, mas o orçamento do município não suportava a proposta da mesma.
Sandra, Secretária de Governo, implantava a ordem na administração, auditava entrada e saída de recursos, não tínhamos apoio da maioria dos vereadores para implantar a moralidade administrativa, tivemos do povo e não faltou orientação técnica do Tribunal de Contas para cumprirmos a Lei de Responsabilidade Fiscal.
No início de 2004 tivemos a felicidade do município ser sorteado pela CGU – Controladoria Geral da União, recebemos quatorze auditores para fiscalizar in loco, o que também fez o Tribunal de Contas dos Municípios. Essas fiscalizações foram importantes porque comprovaram que implantamos a valorização do dinheiro do povo, corrupção zero e transparência total.
Sandra Lemos logo acumulou a Secretaria da Fazenda, Esporte e Cultura. Apresentava as contas mensalmente em praça pública à população em data show e colocava a documentação à disposição. O nosso trabalho era voltado para que o governo pudesse dar exemplo ao Brasil.
Negociamos com os credores e cumprimos rigorosamente. As duas folhas foram pagas de imediato. Corrigimos salários, a folha era paga antes do último dia de cada mês e o décimo terceiro em junho e dezembro.
Eleito vereador em 2008, com votação quatro vezes maior que o segundo colocado, estava certo que o Legislativo daria também exemplo. Fizemos a maioria na Câmara, por iniciativa dos mesmos fui eleito presidente da Casa, estão arrependidos, implantei o mesmo sistema que tínhamos na prefeitura.
O governo do município conquistou logo de início o vice-presidente da Casa, vereador do Partido dos Trabalhadores, e os dois vereadores do PP – Partido Progressista, do qual sou filiado. A bancada do governo eram quatro, passou para sete. Todavia, o vereador Jaldo Coutinho Brandão, líder do governo, não concordou com o desmando, entregou a liderança.
Estou presidindo a Câmara com o apoio apenas do vereador Marcus Passos que junto com o vereador Jaldo Brandão são por um Legislativo que não se identifica com os desmandos que vemos no governo do município.






