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O dono do município é o povo

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Continuam na Tribuna da Câmara e do Senado os discursos dos royalties do pré-sal. É triste ver recursos concentrados nos Estados e municípios produtores de petróleo impedindo o desenvolvimento do país como um todo e o mesmo querem fazer com royalties do pré-sal. Os parlamentares sofrem pressão de governadores e têm  preocupação com as eleições.

A receita mensal de Ipiaú, em 2001, era de um milhão e duzentos mil reais, representava dez por cento do orçamento de São Francisco do Conde que tem royalties de petróleo, com metade da população.

O Jornal A Tarde, 10.11.2009, publica “Prefeituras baianas têm dívidas de três bilhões e meio com o INSS;  Rio Grande do Sul setecentos e oitenta milhões”. Péssimo exemplo, governos sonegando impostos. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios defende regime previdenciário próprio. O município de Ipiaú em governos que antecederam o nosso implantou esse sistema, não encontrei uma conta bancária específica proveniente de recursos descontados dos funcionários para aposentadoria.

Em 2001, quando assumimos a Prefeitura o INSS não era recolhido. O município devia quinze milhões e quatrocentos mil reais, fizemos acordo, cumprimos sem atraso e recolhíamos o do mês em curso. Só foi possível porque implantamos corrupção zero. Com exceção da maioria dos vereadores tivemos apoio do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas dos Municípios e da comunidade.

O projeto do governo que se instalou em janeiro de 2009 em Ipiaú é retrocesso e descaso com a comunidade. Fazemos mensalmente denúncias ao Tribunal de Contas dos Municípios e ao Ministério Público. O custo da coleta do lixo em nosso governo era de cento e trinta e seis mil reais com os garis por conta da empresa, o atual governo paga cento e oitenta e seis mil reais com garis por conta da prefeitura. O lixo está tomando conta da cidade e a zona rural abandonada.

O atual governo de Ipiaú, passando por cima da Lei de Responsabilidade Fiscal, não pagou contas de fornecedores que deixamos em restos a pagar, empenhados e com recursos em conta. Esse comportamento desumano prejudica empresas. O povo precisa acompanhar a administração, exigir transparência e ter acesso à documentação.

 

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