O povo não deve aceitar o desperdício e a corrupção em seu município. Quando presidente, professor Fernando Henrique Cardoso constrangido com a corrupção disse que o dinheiro saía de Brasília, mas não chegava ao destino no seu total, acrescento que na maioria dos municípios os recursos públicos não são bem administrados, uma parcela é desperdiçada ou desviada.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva consciente dessa realidade reestruturou a CGU – Controladoria Geral da União para fiscalizar in loco os municípios através de sorteio e denúncias de seu governo. Deu apoio aos Ministros da Justiça Márcio Thomaz Bastos e Tarso Genro, aí está a atuação da Polícia Federal, da CGU e do Ministério Público. O governo Jaques Wagner enviou projeto de lei para o Legislativo criando a CGE – Controladoria Geral do Estado, mas ainda não foi aprovado.
Como é administrado a grande maioria dos municípios não é possível, o TCM – Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia vai ser exemplo no Brasil, com projeto que dará transparência total às contas públicas. Peço a Deus que o sistema só aceite emissão de cheque nominal e cruzado e não permita circular dinheiro em espécie na tesouraria de prefeitura, com fechamento diário das contas para que a população possa acompanhar. Os dois governos que fizemos foram dentro dessa orientação. Por que o governo atual de Ipiaú, a exemplo do governo passado, não apresenta as contas ao povo em praça pública, colocando a documentação à disposição da comunidade.
Participarei da campanha para reeleição do governo Jaques Wagner e sucessão presidencial. Reconheço e admiro a capacidade do ex-Ministro José Dirceu desde a campanha para presidente em 2002, mas o governo Lula cresceu com a Ministra Dilma Russeff, na Casa Civil. O mesmo vi acontecer no meu governo quando a Secretária de Governo, Sandra Lemos acumulou a Secretaria da Fazenda e administrou o orçamento do município que devia o equivalente ao orçamento de dois anos, cumprindo compromissos assumidos, inclusive com a Previdência Social.
Nos dois primeiros anos do meu governo, a maioria dos vereadores queria me tirar da prefeitura. Com carro de som, fui às ruas conversar com o povo, dizendo que eles não aceitavam a implantação da moralidade administrativa. Com apoio do povo, do judiciário, Ministério Público e do Tribunal de Contas dos Municípios pude governar e fui reeleito.
Agora, na Presidência da Câmara estou passando pelo mesmo dissabor, o vereador do PT, que passou a ser da base aliada do governo do município, liderando outros vereadores, quer me tirar da Câmara. Levei o assunto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios.









