Qua, 28 de Julho de 2010 23:09
A Câmara Municipal de Ipiaú, foi palco de mais uma tentativa vergonhosa, de negócios escusos, executados à margem da legalidade administrativa da Casa, da legislação eleitoral vigente, e sem a moral, ética e transparência que se espera encontrar nos membros da legislatura municipal.
Esta ação, levada a cabo por alguns membros da atual legislatura, fere a honra e a dignidade histórica, não só desta Casa de Leis, mas, de toda a história política do município, que foi construida, ao longo de tantos anos, por homens e mulheres, nascidos aqui ou, que adotaram esta terra como seu lar, e que não mediram esforços de fazer desta abençoada cidade, o melhor lugar da Bahia para se morar.
Pessoas, que apesar das divergências políticas, e dos acalorados debates, não se prestaram ao papel de exercer, como se vê agora, atos de ilegalidade moral, administrativa, política e jurídica.
É do conhecimento de todos, que existem pessoas, concursadas, aprovadas, esperando serem convocadas para assumirem seus postos de trabalho na administração pública municipal, permitindo assim, que a atual situação da prefeitura, seja regularizada. Acabando de uma vez por todas, com esta situação tào desconfortável para a população, de se haver tantos contratados e comissionados, em situações de alta suspeição contratual e em funções desnecessárias ou mal executadas.
Então como pode haver um ato, como se vê agora, executado, de forma tão irregular e descabida. Um pequeno grupo de edis, resolvem fazer uma auto-convocação, sem a ciência, sem a anuência e sem a aprovação do presidente desta Casa de Leis, que exerce esta função, após ter sido democraticamente eleito e conduzido ao cargo de presidente do atual biênio.
Convocação esta, feita nos últimos minutos do expediente administrativo de uma sexta-feira, convocando a maioria, formada por cidadãos eleitos, não para representar o prefeito, ou para fazer a sua vontade, mas, para fiscalizar, legislar e assegurar a criação e manutenção da legislação municipal, visando única e exclusivamente o bem-estar da população. Mas, ao que parece, esta maioria, esqueceu-se disso, ou nunca souberam disso, e resolvem, envergonhar a história desta Casa, ao tentarem aprovar de forma RETROATIVA, isso mesmo, com data já passada, numa clara tentativa de burlar a lei em vigor, uma autorização para o chefe do executivo municipal, contratar, como bem entender, sem nenhum tipo de restrição.
Ter, 20 de Julho de 2010 00:00
Alexandre Garcia é jornalista
Dilma e Serra Privilegiam Nichos Corporativos Diferenciados - você entendeu a frase? Que diabo é isso? Parece trecho de algum memorando empresarial bem burocrático, mas não é. É a manchete de um importante jornal da capital do Brasil. Foi alguém com diploma de jornalista que produziu esses hieróglifos, esse patoá. Um burocrata sem vocação jornalística.
Pois deve ter sido um bando de burocratas assim, supostamente representando verdadeiros jornalistas, que deve ter convencido os deputados a aprovarem, na Comissão Especial que trata de emenda à Constituição, a exigência de diploma de jornalista para exercer a profissão. A exigência fora derrubada pelo Supremo, em junho do ano passado, por inconstitucional, já que restringe a liberdade de expressão, limitando-a aos que tiverem diploma de jornalista. Como faltam duas votações no plenário da Câmara e duas no plenário do Senado, ainda há tempo para argumentar contra a exigência do diploma de jornalista.
Qua, 14 de Julho de 2010 00:11
Alexandre Garcia é jornalista
O jornalista gaúcho Luiz Carlos Prates, mostrando as razões pelas quais a Seleção de 1970 é considerada a melhor de todas, explicou que foi por causa do governo Médici: o chefe da delegação era um brigadeiro, o preparador físico um capitão (Cláudio Coutinho) e imperava a disciplina militar - até o Jairzinho cortou a cabeleira. Com organização e disciplina, a seleção ganhou o tri com futebol bonito, brasileiro no estilo e na raça. Foi, realmente, a melhor de todas.
Mas não foi por causa do Médici. Foi por causa do clima que envolvia o país em tempos de “Ame-o ou Deixe-o” - adesivo que todos carregávamos no para-brisa de nossos carros, mensagem destinada aos terroristas que atrapalhavam a paz para prosperar. Por causa do espírito do “Prá Frente Brasil”, um entusiasmo que fez o Brasil crescer à média de 11,2% por três anos consecutivos, o que ficou conhecido como “o milagre brasileiro”. Era um país organizado, cidades limpas, depois da campanha contra o “Sujismundo”, segurança nas ruas e emprego.
Ter, 22 de Junho de 2010 00:00
Alexandre Garcia é jornalista
Na Guerra Civil Espanhola, o general franquista Milan Astray emitiu um grito que entrou para a história das imbecilidades: Viva la muerte! Aqui no Brasil parece que andamos gritando bastante viva a ignorância! Por boa parte de minha vida, eu assisti ao estímulo ao saber, à leitura, à informação, ao raciocínio, à curiosidade. E não havia os meios eletrônicos que hoje potencializam a informação. No entanto, a facilidade do moderno está estimulando a ignorância, a imbecilidade, a selvageria, a futilidade. Hoje passei por um colega que mostrava no computador fotos de sua viagem a Roma, no momento em que ele aparecia diante do gigantesco monumento a Vittorio Emanuele II - e alguém perguntou o que seria aquilo. Ele respondeu com desdém: é um tal de Emanuel... Foi a Roma, o berço da nossa civilização latina, e não quis aprender nada. Nem mesmo o alvíssimo Altare della Pátria.
Entrar em redes sociais na internet é o modo de fazer um bom diagnóstico da ignorância que grassa. As mensagens estão cheias de erros de português, de informação, de lógica. O pensamento sai torto, pobre. Hoje recebi um texto raivoso contra a Veja, escrito por um radialista, que em vez de argumentar, usava expressões chulas, que eram a pobre munição produzida pelo seu cérebro pouco usado. Quando não se tem substantivos, apela-se para os adjetivos, e não se produzem argumentos, mas imprecações. E quando as imprecações se esgotam, sobrevêm os grunhidos e, depois deles, paus e pedras. Foi assim na convenção regional do PMDB na capital da República, nesse fim-de-semana. Foi assim, também em Brasília, que depredaram um quartel dos bombeiros, onde se refugiara a torcida goiana vítima de ataques de torcedores locais do Gama. Selvageria pura, cada vez mais crescente, com a ausência de argumentos.
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